Goodbye Manchester

É mestre…chegou o fim. The End. Tô “pegando o beco”, saindo de vez de Manchester na próxima semana, e já estou muito nostálgico e com saudades. Vou sentir muita falta de minha vida aqui. Eu ia fazer um balanço geral aqui de tudo, mas 1 ano é muita coisa e acabaria falando muito. Montei um vídeo com fotos, que falam por si só, como foi minha vida aqui (tanto na cidade, quanto também em viagens que fiz com pessoas que conheci e convivi por aqui). Ao fundo, a música “My Way”, de Paul Anka, na voz de Frank Sinatra. A letra fala mais ou menos como lidei com tudo durante esse tempo. Logo abaixo do vídeo coloquei a tradução, para quem não acompanhar e entender apenas de ouvido. É isso. ADEUS MANCHESTER! Sentirei sua falta… =/



My Way - Meu Jeito

E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza

Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Arrependimetos, eu tive alguns
Mas então, de novo, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção

Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito

Sim, teve horas, que eu tinha certeza
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engoli e cuspi fora
Eu encarei e continuei grande
E fiz do meu jeito

Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido
De pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não eu
Eu fiz do meu jeito

E pra que é um homem, o que ele tem
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras que ele deveria revelar
Os registros mostram que eu recebi as desgraças
E fiz do meu jeito.

Junho 3rd, 2008, postado por Claudio

To grandma and mom…

(tradução: para vovó e mamãe…)

dia das maes

Maio 10th, 2008, postado por Claudio

E ninguém calaaa, esse chororÔÔÔÔÔÔ…

A única tristeza é da saudade dos tempos do Vasco vice. Mas apesar de mudar o freguês do vice, não mudou o campeão.

Nada mais a declarar.

Maio 5th, 2008, postado por Claudio

Vvvvrrrrrruuuuummmmm!

Domingo foi um dia especial. Fui convidado para trabalhar em Silverstone, um dos mais famosos e tradicionais circuitos do automobilismo mundial. Claro, não tive como negar.

Trabalhei na área VIP da Ferrari, situada no andar de cima dos boxes (!!!!!!!!!!), durante uma corrida do FIA GT Championship. Para quem não sabe, esse é o primo rico da Stock Car brasileira (nos EUA eles tem a NASCAR), com a pequena diferença de que os carros eram Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Nissan, Porsche, Maserati, Corvette, entre outros.

A sensação de estar bem acima dos boxes em um restaurante panorâmico era incrível, vendo o pit lane e a reta de chegada bem de pertinho. Acho que como garçom fui o pior possível, pois por muitos momentos ignorava as mesas para ficar prestando atenção na corrida. Alguns dos melhores momentos foram:

  • A troca de pneus, vista de cima (realmente é MUITO rápido, na TV nem parece ser tanto assim).
  • A troca de pilotos - os pilotos param os carros nos boxes, são literalmente arrancados de dentro deles pelas equipes, e outros pilotos assumem o lugar, saindo rasgando os pneus.
  • Um acidente incrível bem na reta de chegada, dois carros passaram se embolando um no outro a mais de 500 milhões de km/h, acho que nunca mais em minha vida vou ver algo parecido ao vivo. Lá no final da reta, quando já estavam parando, ainda passou outro carro voando por eles, faltou apenas um cabelinho de sapo para que houvesse outra batida.

No final de tudo, quando a corrida acabou e o serviço do restaurante finalmente terminou, me restou esperar o pessoal da limpeza e desmontagem terminar tudo, o que me deu umas 4 horas de ócio, bem aproveitadas perambulando pelo paddock vendo os carros quebrados, desmontados, pilotos comemorando, peças de carro para cima e pra baixo, pneus carecas empilhados, etc.

Pena não ter uma camera em mãos, mas avisaram que não queriam nos ver por lá tirando fotos. A máquina teve que ficar escondidinha na mochila =/

Enfim, muito bom. Se não tivesse sido tão cansativo eu quereria repetir esse trabalho todo dia :)

Até mais!

Abril 22nd, 2008, postado por Claudio

Top 10

As dez músicas mais tocadas nas paradas de sucesso dos meus ouvidos durante a semana:

  1. The great Beyond (REM)
  2. Extreme ways (Moby)
  3. Lucky man (The Verve)
  4. Hey boy hey girl (Chemical Brothers)
  5. You know my name (Chris Cornell)
  6. Karma police (Radiohead)
  7. Morning Yearning (Ben Harper)
  8. Tick tick boom (The Hives)
  9. She moves in her own way (The Kooks)
  10. I Predict A Riot (Kaiser Chiefs)

A razão? Simplesmente vou para um festival que inclui shows de todos os citados acima, além de outras 55 bandas, durante 4 dias. Quer mais motivo? Acho que não precisa. Em breve mais detalhes.

Abril 15th, 2008, postado por Claudio

Escandinávia

A preguiça vinha me fazendo adiar escrever sobre minha viagem das férias de páscoa (como já expliquei, aqui as férias não são organizadas entre os semestres, e sim divididas nos períodos de Natal e Páscoa), mas finalmente estou fazendo-o.

Desde janeiro, Doug (inglês que divide o flat comigo) e eu planejávamos fazer uma viagem à terra do Papai Noel, mas o frio que fazia aqui nos dizia que deveríamos esperar mais um pouco para ir mais para o norte. Depois de alguns meses economizando e pesquisando sobre lugares, ajeitamos tudo para ir a dois dos países que fazem parte da região: Noruega e Suécia. Por ter sido uma viagem de 10 dias, com milhares de fotos e passagens engraçadas e no mínimo curiosas, não da pra descrever nem 10% aqui, seria longo demais. Decidi então selecionar algumas fotos e apenas ir falando da viagem de acordo com as mesmas.

Saímos do aeroporto de Liverpool numa sexta-feira a noite, chegando duas horas depois em Sandefjord, na Noruega. Passamos a noite no aeroporto esperando o primeiro ônibus (e primeiro sinal de vida) até a estação de trem. Meio cansativo, mas foi a única opção, era o único vôo barato da Ryanair disponível, a passagem custou 1 centavo ida + 1 centavo volta + algumas taxas. Vale o sacrifício. Quando o dia começou a amanhecer, pegamos o trem. Viajar e passar a noite no aeroporto, só resultou em uma reação ao embarcar no trem:

indo a bergen - primeiro trem-4

Nosso destino era Bergen, uma cidade pequena na costa oeste no país. Considerando que Sandefjord fica na costa leste, sabíamos que seria uma longa jornada cruzando toda a Noruega. Foi esse um dos motivos de querermos ir a Bergen. O trem sai por meio das montanhas geladas, túneis, beirando precipícios, leitos de lagos, e principalmente pelos Fiordes (formações rochosas, como se fossem montanhas, formadas pela erosão ainda na era glacial. O mar avança por dentro dos fiordes tornando a paisagem incrível. Dê uma olhada no mapa da Noruega, na região oeste, e dará pra ter uma idéia do ponto de vista geográfico do que descrevo). Bergen fica situada bem no meio de uma das maiores concentrações de fiordes. Só por curiosidade, é a terra da banda Kings of Convenience (alguém conhece ou apenas eu gosto?). Ah, não posso esquecer de dizer: Neve, MUITA neve.

Crente que seria possível dormir boa parte da viagem, fizemos a primeira troca de trem. Nós tínhamos adquirido um passe europeu de trem, que nos dá direito a viajar em quase qualquer trem do continente em um espaço de 10 dias. O que não sabíamos, é que precisávamos fazer uma reserva de assentos para um tipo específico de trens, no caso, esse segundo que nós pegamos. Todos os vagões estavam lotados, e os poucos assentos livres estavam reservados. Eu e Doug demos uma de doidos e sentamos mesmo assim. Durante praticamente toda a viagem (8 horas), o cobrador de bilhetes passava após cada parada em uma estação. As estações de trem coincidiam com as de esqui, e em toda parada subiam e desciam mais de 596867686968473 pessoas com esquis, pranchas de snowboard, equipamento de escalada em neve e cachorros, muitos cachorros. O cobrador então saía pedindo os tickets, e toda vez que nos via, dizia educadamente “vocês infelizmente não possuem uma reserva senhores, não poderão permanecer nesses assentos que estarão ocupados”. Essa era a forma educada que ele tinha de falar “na próxima estação desça, ta lotaaaado esta merda aqui, não tá vendo não?”. A gente fingia que não entendia, e apenas trocava de vagão. A cena se repetiu após todas as paradas, e chegou a um ponto de não dar mais para tapear e o jeito foi viajar em pé andando pelos vagões. Creio que nos últimos quilômetros eu andei tanto quanto o trem, praticamente uma viagem a pé. Foi engraçado e proveitoso, afinal, o que víamos lá fora era incrível. Mas o sono acumulado da noite no aeroporto tava matando, e me deu uma revolta quando vi uma senhora que tinha um assento reservado para um cachorro. Eu em pé, ele sentado na cadeira bem confortável. Por alguns intantes tive vontade de jogar algum daqueles esquis na cabeça dele, mas depois abstraí. Abaixo algumas fotos da viagem no trem:

indo a bergen - segundo trem-7 (estacao de esqui)

indo a bergen - segundo trem-12

indo a bergen - segundo trem-15

Finalmente chegamos a Bergen, no meio da tarde, e antes de descer do trem, pensei como seria bom que todos aqueles cachorros tivessem um ataque epilético e morressem asfixiados (brincando, se Cibelle ler isso ela me mata!). Como dormir é pros fracos, fomos rodar pela cidade. A cidade é bem legal, tipo uma João Pessoa, coisas de uma cidade grande inserida em um ambiente de interior. O frio era estupidamente maior do que o que já senti antes, mas como eu parecia uma cebola, várias cascas de roupa, dava pra desenrolar. Ao anoitecer fomos procurar nosso albergue, que por sinal era no alto de uma das colinas (afinal, tá na chuva é pra se molhar, queríamos ver os fiordes de perto também!). Uma foto do alto da colina na manhã seguinte, com a cidade ao fundo:

bergen-vista do alto-3

O dia seguinte tiramos para conhecer tudo melhor, parar em lojas (só para olhar é claro), bares e tentar interagir com gente norueguesa. Foi um dia de sol (sinônimo de mais frio, por incrível que pareça), bem agradável, que fez com que nossa passagem por Bergen fosse bastante proveitosa. Muitas fotos, quem realmente se interessar, vá lá em casa olhar depois ;)

As 22:00 pegamos o trem fazendo o caminho de volta para a costa oeste, desta vez para a capital Oslo. Daí em diante não deixamos de reservar o trem nenhuma vez hehehehe… e sempre viajávamos a noite, pois dormíamos no próprio trem economizando estadia, e também não despediçaríamos as horas do dia viajando. Chegamos a capital norueguesa já ao amanhecer.

Oslo é uma cidade muito legal, muito o que se ver. A exemplo do palácio real aí embaixo (SIM, EU ESTOU NA FOTO, SENTADO):

oslo-palácio real-2

Descendo da praça do palácio, você se depara com a principal rua turística da cidade. Vários bares, cafés, restaurantes, muita gente bonita, carros caros, etc. Passamos e paramos para tirar uma foto, logo em seguida saímos correndo enlouquecidamente de lá com medo dos preços. Vale ressaltar que Oslo é reconhecidamente a cidade mais cara do mundo, ganhando de Londres, Paris, Nova Yorque, Tóquio e etc, o que justifica o fato de nossos cafés da manhã, almoços e jantares terem sído constituídos de pão com salsicha ou miojo, todos os dias. Abaixo fotos da rua, e de uma fonte congelada e transformada naturalmente em pista de patinação (que queda eu ia levando viu mestre, doug bateu a foto mesmo na hora, não é fingindo não):

oslo-centro-4

oslo-fonte que virou pista de patinaçao

Na parte alta da cidade, além disso tudo, há também um parque de esculturas humanas muito interessante, passamos uma manhã inteira lá. Indo para a parte baixa, também há muito o que se ver. O primeiro foi a sede do Prêmio Nobel da Paz, abaixo:

oslo-sede do premio nobel da paz-2

Também lá está uma fortaleza muito parecida com a de Santa Catarina, em Cabedelo, mas no seu interior há um museu da segunda guerra mundial, muito interessante, com até aviões da guerra, armas reais (torpedos de submarino inclusive), e história em geral. Sim, o prédio da prefeitura também é um show a parte. Depois de passar um bom tempo olhando para o mesmo, viramos de costas e nos deparamos com a marina, foto abaixo:

oslo-marina-2

Lá havia um passeio de barco no meio dos fiordes, atravessando um braço do mar que adentra a Oslo e chegando em outra parte da cidade. Pegamos o barco e chegamos nas proximidades do Museu Viking (para quem não sabe, os países nórdicos são o berço da civilização Viking). Muito bom, e pela primeira vez algo que tinha precinho especial para estudantes. Lá dentro, esse navio resgatado do fundo do mar:

oslo-museu viking-1

Falando em museu, no dia seguinte fomos a outro, em homenagem ao maior artista da terra, Edward Munch, pintor de, entre outras telas, a famosa “O Grito”. Pena não poder tirar uma foto ao lado, mas só para lembrar qual é, eis a mesma:

Também há várias outras telas, e todas lembram bastante esta daí. Sinceramente dava para ver que ele era meio deturpado, cada quadro mais triste que o outro (ok, não entendo nada do assunto, mas que depressão viu mestre!).

Passados 3 dias em Oslo, hora de mudar de país. Tiramos um cochilinho na estação de trem ,depois de ter passado o começo da noite andando com duas alemãs muito simpáticas que conhecemos no albergue, até chegar a hora de partir para a Suécia.

Já era manhã quando nosso trem chegou à CONGELANTE cidade de Estocolmo. Desde a estação, ficávamos procurando alguma mulher qualquer na rua com quem não casaríamos, mas não encontramos. O povo lá é realmente muito bonito, vou até perguntar depois à minha mãe se não tenho alguma descendência sueca, fiquei suspeitando que sim, venho de alguma linhagem nórdica.

Estocolmo é um lugar ímpar, diferente de tudo que já vi. A cidade é praticamente dentro d`água, dividida em ilhas. Vide fotos abaixo:

stockholm_1

predios e ruas da cidade-4

vista das outras ilhas-8

vista das outras ilhas-10

Depois de sair da estação,decidimos nunca mais reclamar do frio na Inglaterra. A temperatura era de doer nos ossos, não importa quantas camadas de roupa. E isso só piorava em um dia de sol, pois o céu ficava limpinho e azul, não tendo as nuvens que causam uma espécie de efeito-estufamantendo um pouco o ar quente na terra. Rodamos muito entre as ilhas, uma mais comercial, outra a cidade antiga, outra residencial, e por aí vai…

Também fomos ao palácio real, no qual presenciamos a troca da guarda (não é só em Londres, tá vendo?), foto abaixo:

palácio real - troca da guarda-1

Até que demorou um pouquinho e foi interessante de assistir. Depois de conhecermos bem a cidade no primeiro dia, decidimos que ao contrário de Oslo, onde aproveitávamos o dia, em Estocolmo iríamos curtir a noite. Fizemos amizade com dois alemães no albergue, donos de um inacabável estoque de uísque (do bom!), tinham umas 5 garrafas no armário que tinham comprado no free shop do aeroporto. Conversa vai conversa vem, se brincar tomamos mais uísque que eles. Gente boa os dois viu, não sei de onde João Luiz tirou que o povo da Alemanha é chato! Ok, podem me chamar de “poiva”, aproveitador, e tudo mais, mas somos estudantes lisos, fazer o quê?

Fomos os quatro atrás de uma balada boa nas duas noites que passamos por lá. A primeira dificuldade era que a maioria dos estabelecimentos não permitia a entrada de menores de 23 anos, então sempre Doug era barrado. Encontramos uma que deixou, e chegando lá dentro parecia outro mundo. Grande demais, e o povo vindo diretamente da revista “Caras”. 4 estudantes maltrapilhos, de jeans, tenis, camisa de malha e sem dinheiro na carteira (uma cerveja long neck custava na faixa de 20 reais, vai assaltar tua mãe!), logo concluímos que lá não arranjaríamos nada. Conversamos então com o porteiro e ele indicou um lugar mais “jovem e acessível”. Fomos a uma boate que funcionava dentro de um barco parado, em uma das ilhas. Lá dentro o ambiente era bem mais adequado a nós, e resolvemos entrar.

Quase enlouquecíamos no interior, a mulher mais fraquinha e horrível de todas, tinha corpo de Ivete Sangalo e rosto de Gisele Budchen (morra de inveja Reginaldo). Pra piorar (melhorar), elas fingiam que você é um daqueles postes de “pole dance” (que stripers usam para dançar), e dançavam com todo veneno se esfregando na pessoa. Sem entrar em maiores detalhes, a noite foi boa.

Em nosso último dia na Escandinávia, eu fiz questão de ir visitar o Rasunda Stadion, estádio de futebol onde Brasil e Suécia jogaram a final da copa do mundo de 1958. Nevava que só a bixiga-taboca-do-stopô-balai-da-gôta-serena, e o melhor jeito foi pegar o metrô. Para minha surpresa, o “subway” de Estocolmo é muito interessante, como se fossem cavernas naturais. Seguem as fotos do mesmo, alem das do estádio, e da neve que me fez decidir ir por baixo da terra:

prefeitura-10

metrô

metrô-3

metrô-6

estádio de futebol-4

estádio de futebol-3

Acho que é isso. Já falei demais, e ainda nem consegui contar nada. Mas é até bom, senão não terei estórias para contar depois quando me perguntarem…

Depois disso tudo voltamos para casa, lar doce (e “quentinho”) lar.

Abril 10th, 2008, postado por Claudio

Jogo da Seleção

Primeiramente quero agradecer à prima Ingrid, e ao seu amigo Romildo, pela assistência que recebi, me acomodaram e aguentaram 3 dias em Londres. Valeu, espero vocês aqui em Manchester de braços abertos caso queiram aparecer.

Sobre o jogo não vou falar, vocês já sabem como foi.

Mas a atmosfera fora e dentro do estádio… praticamente indescritível. Nunca vi tanto brasileiro junto, nem no Brasil.O pontapé inicial estava marcado para as 19:45, horário local, mas as 12:00 da tarde eu já estava nos arredores do estádio. No começo sozinho, mas depois foi chegando gente, chegando mais gente, e quando menos esperava o bar já estava lotado. Minha camisa do Flamengo chamava sempre muita atenção, e de vez em quando um ou outro vinha soltar uma piadinha, que eu devolvia a altura hehehehehe….

Lá na frente do estádio a multidão não parava. Gastei meus últimos minutos pertubando os suecos, vascaínos, tricolores e botafoguenses que se faziam presentes, juntamente com alguns companheiros da família rubro-negra que encontrei por lá.

Quando entrei, fiquei maravilhado. O moderno estádio do Arsenal, recém construído e batizado de Emirates Stadium, é coisa de outro mundo. Sentei ao lado de 2 suecas, e passamos o jogo trocando idéias e interagindo, afinal, nada melhor do que confraternizar com nossos amigos do outro país :)

No final, difícil foi voltar para “casa” (onde eu estava hospedado) que ficava longe que só a bixiga taboca do stopô balai da gôta serena, tendo que pegar duas linhas de metrô, no meio de uma multidão imensa. Duas horas depois do fim da partida eu estava chegando enfim.

Ah, como eu estava em Londres por pouco tempo, nem deu para fazer muito turismo, aproveitei o restinho do tempo para visitar outro estádio, o famoso Wembley. Alguém lembra que lá Brasil e Inglaterra jogaram recentemente?

Fico por aqui. Abaixo, fotos do jogo e dos dois estádios.

Bar antes do jogo

Jogo do Brasil 002

 

Bandeiras de duas seleções

Jogo do Brasil 021

 

Ainda “mei-bebo” na frente do Emirates Stadium

Jogo do Brasil 012

 

Emocionados na frente do estádio

Jogo do Brasil 037

 

Galera rubro negra

Jogo do Brasil 042

 

Atazanando os suecos, minha voz ganhava da de todos juntos

Jogo do Brasil 039

 

Estragando a foto dos suecos (ficaram putos da vida, mas problema deles…)

Jogo do Brasil 043

 

Fazendo a paz e distribuindo amor e carinho com minhas amiguinhas suecas, adoraram o jogo

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Visão da minha cadeira

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Estádio de Wembley, no dia seguinte ao jogo

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Estádio de Wembley

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Estádio de Wembley, vista da estação de metrô de Wembley

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Março 28th, 2008, postado por Claudio

UEFA Champions League

Não tenho palavras para descrever. Oitavas-de-final da liga dos campeões da europa. Manchester United x Lyon. Old Trafford. Temperatura zero graus celcius. Público: 75 mil pessoas (lotado).

Foi difícil mas fui. Will (um americano filho de ingleses que mora no flat aqui de cima) me arrumou um ingresso de sócio (vocês não imaginam o quão impossível é para um não-sócio ir para um jogo da Champions aqui) e “fomo simbora”! Vale ressaltar o pino que eu tava batendo de me cobrarem a carteirinha de sócio na entrada e eu perder meu dinheiro (E O JOGO!). Mas deu tudo certo. Chegando lá dentro, depois de passar horas filmando feito um abestalhado, fui sentar e descobri que estava ao lado de um cara obeso (gigantesco, tipo um Igordão do filme de Austin Powers) que ocupava sua cadeira e mais 3/4 da minha. Pedi para “chegar pra lá”, ele chegou, empurrando a esposa dele (que também não era pequenininha), que por sua vez empurrou o vizinho, e assim sucessivamente causando um efeito dominó. Achei engraçado mas depois pensei “azar deles, eu quero é ver o jogo!”.

Não vou falar mais nada, vocês que assistiram na TV sabem (têm uma pequena idéia) como é o clima lá, e vou deixar as fotos e o vídeo falarem por mim.

AH, um abraço pro meu amigo Caio Honorato, anfitrião da galera nas tardes de Champions League em João Pessoa, com sua TV de plasma, pipoca com Sazon, 35 mil esfirras do Habbib’s e Skol gelada. Vou fazer inveja a ele pelo resto da vida (ou até ele vir assistir um jogo, o que não é difícil de crer para quem o conhece).

Concentração em casa para o jogo

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Chegando no local do show
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Dentro do Old Trafford
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Preparação psicológica (faltava ainda uns 50 minutos para começar)
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Cerimônia de abertura oficial da UEFA
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Jogo rolando
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Público deixando estádio após a partida
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Placar da partida
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Notem toda minha frieza e profissionalismo ao filmar, me concentrando na cena principal e deixando de torcer ou querer aparecer

Março 5th, 2008, postado por Claudio

Eu já sabia!

Campeão

Sinceramente, ainda não sei por qual motivo me dei o trabalho de assistir ao jogo. Talvez pra saber de quanto seria.

Fevereiro 24th, 2008, postado por Claudio

Procurando sarna para me coçar

Não sei se já falei disso aqui, mas de vez em quando algumas situações do meu dia-a-dia me convencem cada vez mais que me falta algum parafuso, quando o assunto é abraçar o mundo com as pernas.

Minha última “loucura”: Estava eu assistindo à uma aula sobre Data Warehouse (não me peçam para explicar o que “djabeísso”, pois ficaria muito chato de ler para quem não é do ramo de TI) nesta última terça-feira, gostando bastante do assunto e vendo que o professor Dr. Goran Nenadic entende “um bocadinho” daquilo. Por um momento esqueci toda a sobrecarga que já tenho de 6 disciplinas para dar conta esse semestre (sendo 4 com sessões e exercícios extras de laboratório) e botei na cabeça que precisava sugar o máximo possível de informação e conhecimento daquela “figura” antes de voltar para o Brasil, pois não há cadeira que aborde algo parecido no curso da UFPB, e me interessei bastante por Business Inteligence e Data Warehouse.

Depois de uns 10 minutos voando no pensamento, completamente longe da aula e pensando em quais possibilidades eu teria, decidi prestar atenção ao resto da explicação e ir falar com o professor no final. Assim que terminou fui pedir 5 minutos de seu tempo para uma rápida conversa. Perguntei se não existia nenhum grupo de pesquisa ou projeto em andamento, em que eu pudesse fazer parte ou pelo menos trabalhar como voluntário, ou quem sabe pelo menos escrever um artigo que pudesse ser publicado. Ele explicou que no momento não havia nada em aberto, mas que falasse com ele no final da próxima aula pois ele iria pensar em algo.

Hoje tive essa aula, e novamente fui falar com o professor no final e ele me deu algumas opções, dentre as quais eu escolhi desenvolver um projeto com a supervisão dele, aplicando a maioria dos conceitos da matéria, e já me deu algumas diretrizes por onde começar. Não tenho a mínima idéia onde eu vou achar tempo livre para botar isso em prática (provavelmente sacrificando algum(s) laboratório de alguma(s) disciplina(s) que eu ache menos relevante para mim no momento), mas se der certo vai ser bem legal e terei muito a ganhar no final.

Vamos ver no que dá!

Obs: Mudando de pau pra cacete, gostaria de parabenizar todos os vascaínos por não terem sido vice-campeões mais uma vez jogando contra o Flamengo, já que desta vez o jogo foi por uma semi-final. É isso aí! O próximo passo é não perder mais partidas decisivas contra o Flamengo, e para isso o caminho é não chegar mais a essas tais decisões. Pra quê?

Saudações rubro-negras.

Fevereiro 21st, 2008, postado por Claudio